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a rua

As pandemias são problemas constantes em um futuro não tão distante. A destruição do meio ambiente, o modo de consumo irresponsável e a ascensão de incompetentes a cargos de poder trouxeram consequências destrutivas para a população do mundo inteiro, sobretudo do Brasil. A sucessão de pandemias causaram muitas mortes, enormes crises econômicas e diversos retrocessos em um mundo que se mostrava cada vez mais conectado. Enfim, depois de muitos anos aprendeu-se a viver com as diversas pandemias, graças a ciência e a novas tecnologias, as pessoas conseguiram tratamentos e finalmente viver seguras em suas comunidades com a ajuda de tecnologias, assistentes artificiais para se sentirem menos sozinhas, um novo meio de transporte, ambientes assépticos, a oportunidade de trabalhar em casa e acesso a atendimento médico. 

 

Estar seguro é um privilégio que alguns podem ter e outros não. O que acontece com aqueles que não podem?

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SARS-CoV-2

2020

Super Bactéria 269

2034

LENTIVIRIDAE-55

2055

Aos poucos as pessoas deixaram de utilizar o transporte rodoviário tradicional, pois o transporte coletivo não condizia com as medidas de enfrentamento às pandemias, além disso as enormes crises financeiras e problemas ambientais impossibilitaram que o transporte rodoviário fosse plausível. As empresas automotivas mudaram e decidiram investir no novo tipo de transporte que consiste em trilhos aéreos que buscam as cápsulas individuais de seus usuários no topo dos prédios por meio de hastes conectadas aos trilhos que se conectam às cápsulas por meio de imãs. Esse novo modelo de transporte representou uma grande economia energética, além de ser menos poluente e mais seguro.

A rua, local de morada de muitos a muitos anos, se tornou refúgio para aqueles que não podiam bancar o luxo de trabalhar, se locomover, viver… de forma segura. Em 2055 uma nova pandemia assolou o Brasil, uma mutação do vírus da família Lentiviridae, mesmo do vírus do HIV, se espalhou por poder ser transmitida pelo ar, além de fluidos. O período de incubação e a permanência do vírus por grande período sendo transmitido sem manifestar sintomas, ainda sem cura, fez com que despertasse nas pessoas um medo e um preconceito com aqueles que possuíam a doença. Portadores da doença não poderiam frequentar meios sociais nem mesmo em sua própria comunidade, trabalho apenas para aqueles que pudessem performar seu trabalho de sua unidade habitacional. As pessoas portadoras do vírus foram expulsas da sociedade que não tinha mais lugar para elas. A população de rua foi a primeira e maior atingida e aqueles que foram cerceados de seus direitos buscaram acolhimento na rua, onde criou-se comunidades e grandes conjuntos habitacionais nas ruas e praças que estavam abandonadas. Construções improvisadas, espontâneas, sem projeto e planejamento prévio se tornaram o cenário predominante das ruas das grandes cidades, enquanto aqueles que vivem nos edifícios tomaram conta dos ares e não olham mais pra baixo, os infectados segregados da, então dita, civilização conseguiram acolhimento e um senso de comunidade podendo viver os anos que lhes restam em plena felicidade.

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As construções em sua maioria foram tomando as ruas de forma espontânea, como um processo de favelização, por meio de autoconstrução e sem planejamento. Em algumas praças e grandes espaços abertos se formaram grandes comunidades que puderam crescer verticalmente. Na Praça da República formou-se a maior comunidade, onde costumou ser um depósito a partir do momento que esse espaço passou a ser inutilizado. Alguns dos trilhos passam por cima dessa área e para aqueles que estavam em suas cápsulas individuais não era confortável passar por essa área, por isso foi construído um túnel no qual painéis de led mostram propagandas. Medidas como essa aconteceram por toda a cidade e dessa forma distanciou-se ainda mais essas pessoas da realidade daquele que estão a margem da sociedade com um alienação que desejam. 

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RASCUNHOS

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REFERÊNCIAS

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AUTOR

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álvaro a. orion

Estudante de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de Brasília. Cursando atualmente o 8° semestre

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